Saturday, January 2, 2010

Diario de Bordo XIII: Meu primeiro natal longe de casa e a espera pelo ano novo.






A volta pra Koh Pangang comecou com um atraso de tres horas no horario do onibus. Pra compensar a moca da agencia de viagem que nesse momento ja e ate minha amiga no Facebook de tanto que eu apareco la pra pechinchar o preco da passagem passou meu bilhete pro barco rapido, o que significaria sair tres horas atrasado e chegar la na mesma hora. Sendo assim tudo bem e ainda me colocou no primeiro assento do onibus. Na frente do onibus tinha um espaco pra colocar malas e mochilas que estava vazio. Resultado, virou minha cama e quando acabei a viagem estava super descansado. Chegou a hora de pegar o barco e ate ai tudo bem, mas foi so o barco comecar a andar que o bicho pegou. Em dez minutos de viagem eu contei onze pessoas vomitando. A viagem ate Koh Pangang duraria tres horas. Mais de cinquenta pessoas vomitaram, algumas desmaiaram e, por mais incrivel que pareca, eu que sempre fui um dos primeiros a vomitar nesse tipo de situacao, consegui segurar ate o final da viagem. O mais interessante dessa situacao e o efeito bocejo, pois esta todo mundo enjoado, mas basta o primeiro dar o sinal de que o jantar esta voltando que um monte de gente corre atras pra vomitar tambem.
A chegada de volta no hostel foi totalmente diferente da semana anterior em que eu cheguei a ficar um dia sozinho num quarto com vinte camas. Dessa vez, pela proximidade com o Natal e ano novo, a ilha estava bem cheia. O hostel estava relativamente cheio e na primeira noite fomos todos jantar juntos, o que foi otimo pra mim e para alguns caras que haviam acabado de chegar. Muitos ingleses, algumas suecas, um australiano, um holandes e o brasileiro que vos fala formavam o grupo. Fomos a um bar e depois pra praia onde encontrei minhas amigas de Israel que ainda estavam na ilha. E assim formamos um otimo grupo logo de cara. Com algumas figuras muito peculiares. Nosso amigo australiano, Tim, que simplesmente desaparecia num estalar de dedos. Phil, o britanico que bebe tanto que conforme o Tim falou, ninguem precisa beber pra ficar bebado perto do Phil, basta assistir ele bebendo. E a maior figura de todas, sem sombra de duvida, era o holandes chamado Wilco.
Na noite seguinte, havia uma festa na piscina de um hotel e algo no cartaz dizia algo sobre "cross dressing". Cross dressing e quando os homens se vestem de mulher e vice-versa. O Wilco nao pensou duas vezes, saiu comprou um vestido de arco iris e uma peruca loira. Vale mencionar que ele e quase do mesmo tamanho que eu. Como se nao bastasse, ele ainda arrumou vestidos pra mim, pro Phil e para um outro britanico chamado Tom.
Chegando na festa, descobrimos que o Wilco viu o dia errado e nos eramos os unicos vestidos de mulher na festa. Dois caras de dois metros de altura, um militar britanico forte pra cacete e um careca, provavelmente o grupo mais de feio de mulheres a andar na face da Terra. Foi bem divertido e acabou que fomos a atracao da festa.
E chegou o Natal. Nosso amigo britanico Aidie organizou um jantar pra todos nos com um amigo oculto. O amigo oculto foi um fracasso, mas foi um sucesso total quando eu, Phil e Wilco chegamos vestidos de Papai Noel. Na mesma noite, havia a Half Moon Party. Nos tiramos fotos com um monte de gente e nos divertimos bastante.
Dia 25, foi um tanto melancolico. Todo mundo foi ligar pra casa e dava pra ver que estar longe de casa no Natal nao e tarefa facil pra ninguem.
A noite foi tranquila. Conheci umas meninas do Peru que se tornaram as primeiras peruanas que eu conheci viajando ate agora. Elas eram super legais e infelizmente so ficariam mais uma noite na ilha, pois estavam fazendo uma viagem rapida pela Asia.
No dia seguinte, descansei e passei um tempo com minhas amigas peruanas. Mais uma noite de festa na ilha. Muito legal e divertido, mas muito igual a todos os outros dias. Todo dia na ilha e muito parecido. Praia durante o dia, futebol, frisbee e praia a noite, festa. Depois de alguns dias todo mundo cansa.
O Tim, meu amigo australiano, desapareceu como de costume, mas deixamos combinado de tentar viajar o sudeste asiatico e possivelmente ver alguns outros paises juntos.
E assim foram passando os dias, a ilha foi enchendo dia apos dia, algumas pessoas foram embora. Muita gente nova chegou e agora no dia 31, nao ha mais nenhum quarto vago na ilha, todos na espera da Full Moon Party, a festa da lua cheia que concidiu com o reveillon esse ano. A ilha tem uma populacao de dez mil habitantes e para a festa sao esperados entre trinta e sessenta mil pessoas. Feliz Ano Novo para todos!

1 comment:

  1. Esse vestidinho azul caiu SUPER bem em vc... Bjs, Juju

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