Sunday, December 6, 2009

Diario de Bordo X: de turcos a tigres.






No final de semana, tive a confirmacao do o Mario havia me ensinado na semana anterior: "nunca volte a um lugar em que voce foi feliz." Eu cismei que Istambul ia ser tao legal quanto no fim de semana anterior e forcei uma barra, mas acabou que era realmente impossivel juntar tanta gente legal que nunca havia se conhecido antes. Especialmente por dois fins de semana seguidos.
E chegamos no Bahaus de novo e de cara fomos super bem recebidos pelo staff. Eles deram um descontao pra mim e pro Art e ficamos muito bem alojados. Tinha muita gente legal sim, mas de cara deu pra ver que nao seria nem de perto o que foi a semana anterior. Sexta feira ninguem saiu. Ficamos de bobeira no hostel jogando conversa fora. Foi bom pra acordar um pouco mais cedo porque eu e o Art nao tinhamos visto o Palacio de Topkapi e la fomos nos. Cajado do Abraao, cabelo de Maome e realmente e impressionante ver esse tipo de coisa, mas incrivel mesmo sao os diamantes. Um deles e maior que uma bola de golfe.Era quilate que nao acaba mais.
De volta ao hostel, conheci um mexicano que se tornou um super camarada em tempo recorde. Luiz Miguel Arrieta esta viajando faz dois meses e esta fazendo o caminho oposto do meu. Ele esta vindo da Asia pra ver a Europa. Ainda fiz amizade com uma americana super gente boa chamada Marlena que esta estudando em Moscou. Chegando a noite, a galera que estava esperando pra sair nao era nem metade da semana anterior e nao era porque o hostel nao estava cheio. As pessoas simplesmente nao estavam no mesmo ritmo. Algumas americanas que foram dormir as dez da noite, uns portugueses que nao animaram em nada, diferente do portugues da semana anterior que sozinho animou por Portugal inteira e as norueguesas que ainda que tenham saido com a gente so queriam ficar sentadas conversando. Mas fomos em frente pra primeira boate e estava morta, mas o grupo ate que animou o lugar. Brad, Britney, Reesee, Donna, Luiz Miguel, Jimmy foram super legais e o comeco da noite foi bem tranquilo. Um dos turcos bebados que estava la perdido no lugar deu meio que uma bundada de brincadeira em uma das meninas que estava com a gente e jogou ela no chao, ai o Art deu uma bundada no cara devolvendo a gentileza e ele se espatifou no chao de forma igualmente espalhafatosa, mas um pouco menos graciosa. No final das contas eu acho que os turcos perceberam que o Art era maior pros lados do que os tres caras juntos e deixaram por isso mesmo. Ate ai tudo bem, mas no caminho pro segundo local que iriamos, um dos rapazes que estava conosco esbarrou numa menina e criou-se uma confusao gigantesca. Um bando de babacas turcos cismaram de bater no cara so porque ele era pequeno e magro, mas ai chegou a cavalaria (basicamente eu...) e a porrada estancou. Eu nao sofri nem um aranhao, mas minha camisa ficou cheia de sangue e sem querer entrar em detalhes foi o suficiente para azedar a noite. Foi ai que parei pra perceber como tem gente arrumando confusao de graca nas ruas de Istambul. Os caras so querem brigar e pronto. A policia nem se mete. Os caras trocam tres ou quatro tapas, o pessoal separa e fica tudo bem. Esse acontecimento matou a noite e assim acaba o meu segundo fim de semana em Istambul. Confirmou o que eu tinha sentido na semana anterior de que era hora de seguir em frente.
E assim passei o domingo de bobeira com meu amigo Luiz Miguel, Art e Donna, uma americana super legal que se juntou a nos na noite anterior.
Donna e Art foram para Cappadoccia no domingo a noite. Donna voltava na segunda a noite, mas o Art ia depois voltar pra Arabia Saudita e nao nos veriamos mais tao cedo. Entao assim nos despedimos. Meu companheiro de road trip turca segue em frente.
Na segunda, eu tentei ver se conseguia alguns vistos, mas estava tudo fechado e percebi que se eu continuasse naquele ritmo nao ia sair de Istambul nunca. Entao decidi que terca era o limite. Eu tenho que ir a algum lugar
Pra sempre vou lembrar dos kebabs, do baklavha, do por do sol e da incrivel vista da Mesquita Azul e do Hagia Sofia um de frente pro outro. Eu acredito que em nenhum lugar do mundo, dois monumentos tao incriveis estao tao proximos. Meu amigo Luiz Miguel me sugeriu a Tailandia. Entrei na internet e vi que nao precisava de visto, pensei um pouco e, para decidir de forma responsavel, joguei uma moeda pra cima, deu cara, pronto proximo destino escolhido: Bangkok. Meu amigo Luiz Miguel estava seguindo pra Madri e fomos juntos pro aeroporto.
Sem passagem, hostel e sem saber basicamente nada da Tailandia, entrei na internet e achei um voo que ia pra Bangkok e saia as 19h. Eu e Luiz Miguel queriamos viajar juntos, mas nao fazia muito sentido, pois estavamos indo em direcoes opostas. Chegamos no aeroporto e ele quase perdeu o voo pra Madri. Se ele perdesse falou que iria seguir comigo. Bem que eu tentei atrasar ele o quanto pude, mas ele chegou a tempo e seguiu viagem. E assim dei adeus a meu novo amigo mexicano.
Consegui comprar o bilhete e esperei um pouco para embarcar para Abu Dhabi. Eu desisti de tentar entender os horarios dos voos porque qas diferencas de horarios eram tao grandes e os voos tao longos que e melhor esquecer. Mas chegando em Abu Dhabi, ficou claro que eu ia ficar no aeroporto esperando por dez horas meu proximo voo.
E embarquei para Tailandia no dia seguinte, sem ter dormido por um segundo. Chegando em Bangkok, tomei a vacina contra a febre amarela e segui pro hostel que eu marquei pela internet no aeroporto.
O hostel era muito interessante, mas parecia mais um hotel que um hostel. Dividindo o quarto comigo estava meu amigo ingles Paul Colin Mitchel que em breve se transformou em "Paulo" e adotou o meu sobrenome para falar pra todo mundo que nasceu no Brasil, mas foi criado em Londres. Para sacramentar a nova nacionalidade ele mandou fazer uma carteira de estudante falsificada com seu novo nome Paulo Goncalves por 150 bath, o equivalente a tres euros.
Na minha primeira noite em Bangkok, conheci o "Paulo" e duas inglesas, Luisa e Jess, que estavam indo para o Laos no dia seguinte. Eu nao dormia fazia mais de 20 horas, mas ja que todo mundo ia sair, por que nao? E la fomos nos. Nao existe cidade do mundo com mais esquemas para enganar turista do que Bangkok. E nos deviamos saber que nao devia ser a melhor ideia do mundo pedir dica de noitada para o taxista parado na frente do hostel. Fomos parar numa boate chamada "Spice" que inicialmente pareceu muito legal. Mas algo nao estava certo. Entao em alguns minutos percebemos o que nao estava certo na boate. Apesar da boate parecer ter mais mulher que homem a primeira vista, um olhar um pouco mais cuidadoso revelava que mais das metades das "mulheres" eram lady boys tailandeses. Era travesti que nao acabava mais. Saimos de la e pegamos um tuk-tuk que e um carrinho feito a partir de uma moto com uma carroceria bem vagabunda que serve de taxi por aqui e leva os turistas pra cima e pra baixo por toda a cidade. Fomos para um outro lugar com menos lady boys e com muito mais gente. Quando voltamos pro hostel ja estava claro. Eu e Paul dormimos por tres horas e acordamos pra visitar alguns monumentos. Pegamos a barca e fomos ate o Grande Palace. O Grand Palace difere muito de tudo que vi pelas formas, cores e principalmente porque tudo parece sempre muito novo. As cores sao sempre vibrantes, diferente do cinza desbotado de igrejas e mesquitas. Durante nossa visita, vimos que o telhado de um dos templos estava sendo reformado, paineis sendo renovados e algumas estatauas sendo retocadas. O engracado e como a todo momento tem alguem querendo passar os turistas pra tras nessa cidade. Nos chegamos no Grand Palace e um cara com um cracha simplesmente falou que estava fechado porque era aniversario do rei no dia seguinte. Eu nao entendi nada, mas o Paul falou que ja tinha ouvido essa de algum amigo dele. Algumas pessoas sao contratadas para ficar na frente de monumentos falando pros turistas que aquela atracao esta fechada e recomentdando que eles sigam para as atracoes para as quais eles trabalham. A toda hora na rua tem alguem na rua tentando passar a perna no turista. Mas pra quem esta vindo da Turquia, nao tem nem graca. Os turcos sao implacaveis em negociacoes, eles xingam, falam alto, fazem cara de mal e conseguem fazer isso por horas enquanto que os tailandeses desistem no primeiro nao. O problema e que a Tailandia e tao barata que eu fico ate com vergonha de pechinchar. No final das contas, eu pechincho so por diversao para depois pagar o preco cheio. Uma camisa custa mais menos 100 bath que equivale a, aproximadamente, dois euros. Nossas refeicoes saem por algo em torno de 30 e 60 bath, ou quinze a trinta centavos de euro. Uma cerveja custa 50 bath. A unica certeza que eu tenho e que se eu tivesse comecado minha viagem pela Asia, eu ia chegar na Europa e voltar correndo pra ca. Ia me sentir ainda mais roubado.
Quando voltamos pro hostel, conhecemos Marc, nosso novo colega de quarto espanhol de Barcelona. Estavamos conversando e ele mostrou que na cama do lado haviam seis guias do sudeste asiatico, alem de uma bandeira do Chelsea. Estavamos fazendo piada sobre que tipo de mochileiro levaria seis guias do mesmo lugar quando Sean entrou vestindo a camisa do Chelsea e se juntou a nosso grupo. O Marc ja tinha estado em Bangkok antes e sugeriu um restaurante para jantarmos. O restaurante era muito bom, bem sofisticado, todo mundo bem vestido e os unicos largados eramos nos. Comemos dois pratos cada um, bebemos a vontade, sobremesa pra todo mundo e pagamos sete euros cada um incluindo a gorjeta. O assunto do jantar nao deve ser nada dificil de adivinhar qual foi, afinal o que dois ingleses, um brasileiro e um espanhol tem em comum? Todos adoram futebol. Dali seguimos para Khao San Street. O lugar estava abarrotado de gente, boates e bares para todos os lados, uma atmosfera incrivel. Entramos num bar e no meio da bagunca que estavamos fazendo conhecemos algumas meninas holandesas, uns caras de diversas partes da Europa e ate o cantor do bar que era um tailandes que cantava pra caramba. Seguimos dali para um boate na propria Khao San Road e percebemos de cara que aquele era o melhor lugar da cidade. Alem de ser um ponto central da area turistica da cidade, temos facil acesso as carrocinhas de "pad thai". O "pad thai" e o atual substituto do kebab na minha dieta, o que significa que eu como pelo menos uns cinco pad thais por dia. E um misto de macarrao com legumes que pode ser servido com carnes diversas ou ovos. E saboroso, saudavel e barato. Um pad thai sai por algo em torno de 30 bath, uns 60 centavos de euro.
No dia seguinte, como eu e o Paul ja haviamos combinado de ficar mais dois dias em Bangkok pegamos nossas coisas e seguimos pra Khao San Road pra escolher nosso novo hostel. Acabamos num hotel com piscina pagando mais barato que no hostel que estavamos antes.

Pegamos um tuk-tuk e fomos ver alguns templos e budas famosos. Depois seguimos para o "TAT" que e a autoridade de turismo do governo tailandes e funciona como um agencia de turismo do proprio governo tailandes. E a melhor forma de evitar os golpes que os tailandeses aplicam nos turistas. Fomos atendidos por um senhor tailandes que nos recebeu com um "Good Day, mate!" Parecia montagem, mas era mesmo um taialndes falando como sotaque australiano chamado Geoffrey. Parece que alguns tailandeses tem nomes ocidentais e outros, como o Geoffrey que ja era mais coroa, simplesmente escolhem um e passam a usa-lo, alem dos travestis que simplesmente escolhem um nome de striper americana. Entao, enquanto o Geoffrey nos ajudava a montar nossa viagem pra Chiang Mai no norte da Tailandia eu nao conseguia parar de pensar porque de todos os nomes do mundo ele foi escolher o do mordomo do "Fresh Prince of Bel Air"? Ainda acabou que ele marcou para nos um passeio no dia seguinte para visitar o mercado flutuante, a ponte do rio Khwai e o templo dos tigres.
Seguimos para Khao San Road e fomos pro mesmo bar da noite anterior. A ideia era ficar numa boa pra acordar cedo e ir no passeio no dia seguinte quando o Paul teve uma ideia incrivel: "Acho que deviamos provar esse rum tailandes. Todo mundo fala muito bem." Entao, por seis euros nos recebemos simplesmente um balde de rum, Coca-Cola e Red Bul. Bebemos dois e a noite tranquila ficou por ali mesmo. Meu amigo Paul foi se engracar e falar pra uma menina que era brasileiro e ficou com uma cara de bunda gigante quando ela perguntou em portugues de onde ela era. Foi se engracar logo com a brasileira. Ela se chamava Paola e e de Bauru. Assim como nos esta viajando o mundo e tinha acabado de conhecer um grupo composto por um sueco, dois inglesas e ela de brasileira. Fomos pra mesma boate da noite anterior e acabou voltamos pro hotel as cinco da manha.
No dia seguinte, o despertador tocou mais de vinte vezes ate levantarmos. Com uma dor de cabeca insuportavel de ressaca do rum tailandes, nos aprontamos em cinco minutos e corremos pra pegar a van que nos levaria pro passeio. No caminho, eu vivia aquele momento "eu nunca mais vou beber na minha vida" enquanto o motorista me lembrava das tecnicas de direcao utilizadas pelos motoristas de onibus do Rio de Janeiro numa danca de "aceleradas e freadas" que nos deixa a certeza que o carro e da empresa e nao dele. A primeira coisa que vimos foi o mercado flutuante e ate foi interessante, mas a unica coisa que me ocorria era porque diabos nos tinhamos provado o maldito rum tailandes. Na hora de sentar no tal do barquinho eu queria sentar longe do Paul porque eu sabia que aquela porcaria ia balancar pra cacete e eu nao queria que caso o cara passasse mal vomitasse em cima de mim. Sentei no ultimo lugar do barquinho, mas a moca que pilotava pegou uma almofada e pediu pra ele sentar imediatamente atras de mim. Ainda bem que conseguimos passar sem nenhum incidente. Em seguida, fomos conhecer a ponte do Rio Khwai. A historia e muito triste. Na segunda guerra mundial, os japoneses escalaram prisioneiros de guerra pra construir tal ponte em condicoes sub-humanas. Pra piorar a ponte ainda foi bombardeada pelos proprios aliados com muitos dos prisioneiros nela. Acabou que a historia virou filme e a ponte virou celebridade. A verdade e que todo mundo que estava no tour com a gente nao tinha dado atencao pro programa e ninguem ali tinha a minima vontade de ver a ponte, mas ninguem falou nada antes e la fomos nos. De legal, so o filhote de leopardo com que eu tirei uma fotos. O nosso guia era um tailandezinho engracado pra caramba. O cara queria fazer churrasco de toda a fauna tailandesa. Ele foi nascido e criado numa aldeia que sobrevive basicamente de caca e o cultivo de alguns legumes, entao toda vez que alguem falava de tigre, elefante, iguana, cobra, macaco e qualquer outra coisa, ele sempre adicionava um comentario de que a carne era muito saborosa e se tivessemos a oportunidade deveriamos provar.
A proxima e ultima parada era, na verdade, o motivo pelo qual estavamos no passeio. Um templo budista que virou abrigo para animais e hoje abriga quase cinquenta tigres. La quem quiser pode tocar e tirar fotos com tigres. Com a caca, muitos tigres sao mortos e os filhotes ficam orfaos perdidos na mata sem a minima chance de sobrevivencia. Quando esses animais sao encontrados sao enviados para o templo, alem dos animais que sofreram maus-tratos ou sao recuperados doentes na mata e precisam de assitencia e tratamento. La os voluntarios e os monges tomam conta de todo tipo de animal que lhes sao encaminhados. Eu esperava ver um ou dois tigres de perto, mas de repente me vi no meio de uns quinze presos apenas por coleiras. Eles sao acostumados desde cedo ao contato com seres humanos, mas assusta um pouco estar tao proximo de um animal que pode literalmente arrancar a cabeca de uma pessoa com uma mordida, por isso que a visita e cercada de cuidados. Valeu muito a pena. Foi o maximo, nao e todo dia que temos a oportunidade de ver um tigre de perto, quanto mais um monte deles.
A volta me lembrou um pouco da Turquia... Mais especificamente de Troia e da Odisseia. Curiosamente, algo que eu nao tinha conhecimento ate chegar na Tailandia e que a Tailandia tem um rei. E nos escolhemos o dia do aniversario do rei para fazer nosso passeio. A noite todo os tailandeses estavam indo em direcao a Bangkok para o aniversario do rei e nos pegamos um transito dos infernos. Ao chegar proximos do hotel, um mar de gente vestida de rosa. Os tailandeses admiram e respeitam muito o rei. No momento, ele esta bem doente no hospital. O rosa seria a cor que eles usam pra demonstrar que estao todos torcendo para que o rei melhore.
Conversando com o Paul, ele me falou como era estranho que eu nao conseguia aceitar a ideia de que um pais ainda tivesse um rei, enquanto que para ele como ingles e uma situacao no minimo natural. Mas as situacoes de Tailandia e Inglaterra sao um tanto distintas. Bangkok e um dos piores lugares que ja fui. Miseria, turismo sexual em larga escala, todo tipo de esquema para enganar os turistas, muita poluicao, calor infernal, transito caotico, a sensacao e de um Rio de Janeiro muito piorado.
Com a confusao armada para o aniversario do rei e por ainda estarmos mal da noite anterior decidimos que iamos descansar um pouco para podermos seguir viagem para Chiang Mai no dia seguinte. So que no dia seguinte era aniversario do Paul e eu nao podia deixar barato. Saimos para beber um cerveja e sentamos no bar pra assistir um jogo do campeonato ingles como ele queria. Foi ai que eu derrubei um pouco de cerveja na minha camisa e tive que voltar pro hotel pra trocar. Quando voltava pro bar passei por uma barraquinha que estava vendendo insetos fritos. Parei, olhei, pensei e comprei um pratinho com um pouquinho de gafanhoto, um pouquinho de barata, vespa e alguns outros insetos e fui pro bar. De repente nossa mesa estava cheia de gente querendo nos ver experimentar as iguarias. Conhecemos Kate e Lauren, duas meninas americanas que ja tinham viajado por todo o sudeste asiatico e nos deram varias dicas de onde ir, um mexicano que mora em Barcelona muito gente boa, mas que nao teve coragem de provar os insetos e um zoologo que eu esqueci o nome que quase nos convenceu de ir pra Nova Guine direto dali. Ele falou que sem sombra de duvida e o lugar onde mais viu casos de turistas que largaram tudo pra ficar por la. Ele conhece muito bem o sudeste asiatico assim como o resto do mundo e falou que nao ha lugar mais bonito. Quem sabe nao consigo dar um pulo la? No final das contas, nossa noite tranquila acabou ali mesmo. Chegamos de volta no hotel de manha cedo e o Paul teve um aniversario muito maneiro.
Acordamos no dia seguinte, prontos pra arrumar tudo e seguir viagem pro norte da Tailandia. Encontramos novamente com Kate e Lauren que iam seguir pro sul para ver as praias e fizemos a tal da massagem em que os nos enfiamos os pes num tanque e os peixes comer pele da perna so por curticao e depois nos despedimos de Bangkok. Agora sigo num trem que leva 14 hoas para percorrer 400 quilometros bem no estilo baiano. Pra quem vem da Europa de trens a mais de 200 km/h e um baita choque, mas tambem e uma nova experiencia. O trem tem cama e seria bem confortavel se eu tivesse menos de 1,80m, mas como nao e o caso, aqui me encontro amassado numa de um trem tailandes. Feliz da vida por seguir em frente.

4 comments:

  1. E ai Thiagão! Pode voltar cara. Não precisa mais ter vergonha...o Botafogo não caiu!! Fica tranquilo agora !!abs
    Adriano Lacerda

    ReplyDelete
  2. Tenho que concordar com o post acima. Pode voltar, nossos times não cairam.

    Falando sério, você vai altas histórias para contar quando voltar (se voltar).. Que, sabe até escrever um livro.....

    Alias, qual inseto é o mais gostoso, ou devo dizer, o menos pior?

    ReplyDelete
  3. FOGAO NAO CAIU, PORRA!!!
    Muito maneiro o blog e as historias, muito bom mesmo!!! Pena que vc soh ta comento merda aih, ahahahahahha, vai voltar podre!! Abracao, Rafa Hare

    ReplyDelete
  4. E verdade. Agora eu posso voltar, mas ainda nao. Quem sabe daqui ha um tempo... Abracos para todos.

    ReplyDelete