Monday, February 8, 2010

Diario de Bordo XVII: O inicio da travessia chinesa






Algo sempre me atraiu na China. Eu nunca soube muito bem dizer o que era, mas sempre que eu pensava na China era um misto de curiosidade e respeito. Talvez por isso o simples fato de cruzar a fronteira tenha mexido tanto comigo. Para mim era normal no comeco da viagem chegar num pais novo e ter aquele misto de alegria e desconforto de estar num lugar que nunca estive antes. Mas depois de todos os paises que passei, isso nem fazia mais parte da minha viagem. No caso da China foi diferente. E como se eu tivesse comecado tudo de novo.
A China e muito diferente dos outros paises asiaticos pelos quais passei. Pra comecar e bem dificil encontrar alguem que fale ingles. Bem diferente da Tailandia ,por exemplo, que vive quase que exclusivamente de turismo e em todo canto as pessoas pelo menos entendem ingles. Ao entrar em alguns restaurantes ou lojas e comum que os vendedores se escondam ou finjam nao estar prestando atencao para nao ter que lidar com os estrangeiros e os taxistas simplesmente nao param quando eu faco sinal.
Ja no onibus, contei com a ajuda de uma menina que falava algum ingles. Eu estranhei porque parecia que tinha uns caras que estavam olhando para mim e perguntei pra ela qual era da situacao. Na verdade, o que estava acontecendo e que todos no onibus estavam olhando pra mim, pois, segundo ela, nenhuma daquelas pessoas havia visto alguem do meu tamanho antes e eu era o unico gringo no onibus. Se nao fosse por ela eu nao teria a menor chance de encontrar o hostel. Ao chegar em Kunming depois de vinte e quatro horas de viagem, dividimos um taxi e fomos em direcao a cidade. A pior coisa que poderia acontecer numa situacao dessas era que ela parasse antes de mim. E foi exatamente o que aconteceu. Dez minutos depois o motorista chegou numa esquina parou o taxi e apontou para a placa com o nome da rua. E la estava eu, as cinco da manha em Kunming discutindo com um taxista que nao falava uma palavra de ingles que eu nao ia dar um centavo pra ele enquanto ele nao me mostrasse o hostel. E ficamos la bem por meia hora ate que chegou um policial e meio que mostrou que o hostel era menos de dez metros a frente. Ou seja, o taxista queria me dizer que eu estava no endereco certo e eu, como nao entendia nada, gesticulava que nao ia dar o dinheiro pra ele enquanto nao visse a placa com o nome do hostel. Acabei bem alojado num hostel muito bom proximo do centro da cidade de Kunming.
E meus primeiros momentos em Kunming nao foram nada do que eu estava esperando. Sempre que eu escutava falar de China pensava numa enxurrada de gente, desordem, sujeira, poluicao, enfim, tudo que e comum numa grande cidade de terceiro mundo elevado ao cubo dado que estamos falando do pais com a maior populacao em todo mundo. Nao em Kunming. A cidade e organizada, arborizada, limpa, moderna e muito bonita. Enquanto tomava cafe da manha no hostel conheci Keith e Audrey, ele britanico, ela americana, moram na cidade de Wuxi e trabalham dando aulas de ingles numa escola local. Eles tinham chegado na cidade no dia anterior, mas estavam procurando emprego em Kunming e nao tinham tido a oportunidade de conhecer a cidade ainda. Me juntei a eles e fomos dar uma volta pela cidade juntos. Comecamos dando uma volta pelo centro da cidade, almocamos num restaurante muito legal e depois fomos a um templo. Na volta do templo, escolhemos um caminho diferente e acabamos em um lago. Em volta do lago, pessoas praticando todo tipo de atividade fisica. Garotada jogando basquete, um bando de gente caminhando e um monte de gente dancando. Parece que todos os idosos da cidade se encontram por ali para dancar ou pelo menos escutar a musica. Me juntei a eles por um momento para viver a experiencia cultural e eles aparentemente adoraram. Alguns chineses nao estao acostumados a ver gringo especialmente do meu tamanho, entao e comum eu ser parado na rua por pessoas que pedem para tirar uma foto comigo. Isso quando nao tiram foto quando eu nao estou olhando.
Dia seguinte, eu e meus dois novos amigos fomos a estacao de trem tentar comprar o bilhete para meu proximo destino. Se nao fosse pela ajuda da Audrey, que fala chines satisfatoriamente, eu nao teria nenhuma chance. Comprei meu bilhete para seguir para Yangshuo no dia seguinte, uma viagem de trem de vinte e quatro horas.
Em seguida fomos ao Bird & Flower Market. Atualmente so ha uma lojinha que vende passaros, mas o nome ficou porque era ali que se compravam as aves e flores na cidade. Fiquei surpreso com o numero de lojas de espadas que segundo a Audrey sao compradas pelos praticantes de tai-chi. A Audrey por ser a mulher do grupo parava em todas as lojinhas para comprar todo tipo de porcaria e eu e Keith nos divertiamos apostando se ela ia comprar alguma coisa ou nao. Antes de jantar fomos a um fliperama fazer uma horinha e acabamos nosso passeio no Pizza Hut para matar a vontade de todos de comer pizza.
Novo dia, e hora de seguir para meu novo destino. Segui para o supermercado local e comprei um monte de porcaria para me alimentar no caminho e la fui eu. Entrei no trem e tive uma otima surpresa. Diferente do trem tailandes que eu peguei em Bangkok, em que eu simplesmente nao cabia, nos trens chineses, as camas sao transversais e nao tem barra no final da cama. Ou seja, eu sou maior que a cama, mas minhas pernas ficam para fora no corredor e eu posso me esticar a vontade. Para minha sorte, perto de mim no trem havia um menino chamado Lao Tan que me ensinou algum chines para o tempo passar e uma menininha que me ajudaram a passar o tempo.
Cheguei em Guilin e tive que andar ate a estacao de onibus para comprar meu bilhete de onibus e encarei mais uma hora e meia de onibus ate chegar no meu destino. Yangshuo e uma cidade extremamente bonita. Cercada por montanhas, a cidade possui em seus arredores um dos cartoes postais mais famosos da China. Tao famoso que esta presente na nota de vinte yuans. O hostel onde eu estava era muito bom e de cara conheci Chris e Johanna. Ele e canadense e da aula de matematica em Beijing, ela e americana e da aula de ingles em Shaghai. Eles haviam se conhecido fazia alguns dias antes e estavam viajando juntos. Por sorte estavamos todos no mesmo quarto e me juntei a eles. Fomos jantar e passear pela cidade e marcamos pro dia seguinte o passeio pelo rio para ver as famosas paisagens da regiao.
Acordamos cedo e la fomos nos. Pegamos o barquinho e seguimos rio acima. Realmente a paisagem e extraordinaria, mas nao e tao diferente do Vietnam e do Laos, com diferenca que o frio era insuportavel. Pela primeira vez o casaco que o meu irmao me emprestou nao deu nem pro comeco. Vimos a paisagem, tiramos um monte de fotos e fomos almocar num restaurante nos arredores do rio que servia uma comida maravilhosa em quantidades absurdas por um preco super acessivel. O bom da China e que uma vez que voce esteja com alguem que conhece um pouco o idioma e saiba o que procurar e facil de pagar pouco, mas quaisquer habitos ou comidas ocidentais sao tao caras ou mais caras que os precos internacionais. Comprar desodorante e um pesadelo porque os chineses simplesmente nao usam e nao fedem, entao so os gringos compram e as lojas metem a mao. Por sorte, meus novos amigos falam chines fluente e sempre achavamos lugares otimos para comer.
Voltamos para o hostel e contei com a ajuda do Chris e principalmente da Johanna para comprar algumas roupas de frio. A Johanna adora negociar e entendi um pouco sobre como pechinchar na China. Eu tinha adquirido alguns habitos de pechincha turcos que sao totalmente contrarios a cultura local. Na Turquia, os vendedores sao extremamente agressivos, falam alto, xingam, ou seja, e um espetaculo a parte. Na China, ninguem levanta o tom de voz e o sorriso permanece no rosto independente do que esteja sendo dito. E muito menos divertido, mas ninguem bate os precos dos chineses. Com as tecnicas de negociacao da Johanna e o conhecimento de roupas de frio do Chris acabei com um casaco que segundo ele e o suficiente para enfrentar o frio extremo do Canada por um preco super interessante. Para completar minha experiencia chinesa ainda tentei cortar o cabelo em chines, mas a Johanna foi comigo e acabou sendo extremamente simples.

Outra coisa que eu tenho que confessar que adoro na China e o fato de os basquete estar em todo canto. Nos hostels em que fiquei toda vez que eu olhava para a televisao estavam falando de basquete. Nos jornais, o destaque e sempre o basquete e nas lojas de esporte a mesma coisa. As cesta de basquete estao por todo canto.
Fomos jantar com Kevin e Gloria, nossos amigos chineses que tambem estavam hospedados no hostel, numa banquinha de comida chinesa que fazia uma refeicao super simples e maravilhosa. Cada um pega um pote e enche dos vegetais e carnes que deseja, o cozinheiro passa na chapa tudo junto e serve com uma panela de arroz. Simples e maravilhoso por menos de um dolar! Eu finalmente pude esclarecer uma duvida que eu tinha, pois sempre que eu conheco algum chines eles me falam o nome ingles e nao o nome chines. O que acontece e que quando eles sao pequenos, o professor de ingles simplesmente escolhe aleatoriamente um nome ingles para cada um e eles carregam esse nome dai pra frente. Se eu desse aula de ingles aqui o que ia ter de Tulio, Garrincha e Leandro Guerreiro nao ia ser brincadeira. Tentamos levar nossos amigos chineses para algum nightclub, mas os chineses sao notaveis pelo seu amor por karaoke e pelo seu gosto por musica ruim, e por ruim, eu digo muito ruim. Antes da meia noite nem os chineses aguentavam mais a musica e acabou nossa noite.
A ideia para o dia seguinte era seguir para Guilin e dali tentar uma passagem para algum lugar que me aproximasse de Shanghai para o ano novo chines. Demos uma volta pela cidade, comemos no mesmo restaurante da noite anterior e seguimos para Guilin. Mais uma vez contei com a ajuda da Johanna para comprar meu bilhete para Hangzhou para o dia seguinte. Dessa vez, ao inves de vinte e quatro horas de trem, serao trinta (!!!). Rodamos na cidade que nao tem absolutamente nada para ver e fui mais uma vez ao mercado comprar comida para minha mais nova odisseia. Mais uma refeicao super barata e segui para cama. Agora sao so trinta horinhas e chego numa das cidades mais bonitas da China.

Wednesday, February 3, 2010

Diario de Bordo XVI: Um paraiso chamado Laos






Chegamos a Vientienne para descansar por um dia antes de seguir para Vang Vien. Como o grupo que formamos era gigantesco ficou muito mais dificil de arrumar lugar pra todo mundo e acabamos espalhados por alguns hostels. Surpreendentemente, Vientienne e a maior cidade do Laos e tem uma populacao de 200.000 habitantes. O Vietnam tem uma area similar e mais de dez vezes a populacao do Laos. Opostos em quase todos os quesitos, foi uma experiencia um tanto peculiar sair de um pais para o outro. O silencio a noite nas cidades, os quilometros que viajamos sem ver quase ninguem na estrada, a simpatia do povo e uma paisagem sensacional fizeram do Laos o meu predileto de todos os paises que visitei no Sudeste Asiatico.
Acordei no dia seguinte e em uma hora de caminhada ja tinha visto todos os pontos turisticos da cidade, consertado minha camera que deu pau pela segunda vez em duas semanas, olhado as lojas de cameras da cidade, tomado cafe duas vezes e visto o preco da passagem de onibus para Vang Vien. Juntamos todo o nosso grupo e chegamos a conclusao de que era melhor seguir viagem no mesmo dia. Quando fomos a estacao de onibus comprar a passagem conheci Leon. Ele estava chegando na mesma hora na cidade e ele tambem se juntou a nos. Ja que estavamos falando de um grupo de dez pessoas, alugamos uma van pelo mesmo preco da passagem de onibus e fizemos uma longa e bela viagem, parando algumas vezes no meio do caminho pra tirar fotos e comer.
Vang Vien transpira tubbing que aparentemente so existe em Vang Vien. Todas as pessoas que se juntaram na mesma "peregrinacao" que eu em direcao a Vang Vien ja tinham ouvido falar de tubbing, mas ninguem tinha uma nocao exata do que era. Entao, estavamos todos ansiosos para ver o que nos esperava. Tubbing vem do tube que e simplesmente uma boia feita de pneu de caminhao. Tubbing e deitar nessa boia e descer rio abaixo. A principio nao tem nada de especial, mas se considerarmos que nesse rio temos diversos bares e que cada bar tem algo como uma plataforma, um trapezio, um escorrega gigante ou um cabo de aco para escorregar em direcao a agua e que em todos os casos o participante da atividade acaba sendo lancado a pelo menos uns tres metros de altura dentro do rio, comeca a ficar interessante. Se adicionarmos ao quadro um monte de gente jovem no mesmo espirito fica ainda melhor. E no meio disso tudo ainda tem um bar com voleibol na lama e cabo de guerra na lama. Nunca me diverti tanto.
O dia foi otimo, mas com um grupo do tamanho do nosso, nada era facil de resolver. Especialmente pela quantidade de individuos do sexo feminino, leva um seculo pra todo mundo ficar pronto. Como todos iriam embora no dia seguinte fui a um hostel e agendei um lugar pra dormir.
Na manha seguinte, aproveitamos o dia nublado para alugar bicicletas e fazer um passeio diferente. Fomos conhecer a Blue Lagoon que e um rio com agua azulada, proximo de uma caverna que tem uma paisagem maravilhosa. Como estamos falando do paraiso do tubbing, nao podia faltar uma arvore de mais de cinco metros de altura pra saltar no rio. Foi um dia muito agradavel em que aproveitei para me despedir de todos os meus novos amigos e me alojar na minha nova casa.
O hostel da vez era o mais famoso da regiao. Na verdade, o Spicy Laos nao e nada alem de uma grande cabana com algumas camas e redes e uma area comum com uma vista sensacional das montanhas da regiao. O grande atrativo do lugar sao as atividades promovidas pelo dono, um tailandes chamado Pong. Ele nao se limita a levar todo mundo pro tubbing, mas tambem promove jantares em que fala da historia do Laos, de budismo e promove visitas dos hospedes aos templos para exercitar o ingles dos monges. O lugar tem uma atmosfera muito familiar e um dos charmes do local e o fato de que Pong faz questao de nao aumentar o numero de camas para poder conhecer todos pelo nome.
Apos me despedir de minhas amigas argentinas e toda a turma que estava viajando conosco, tivemos um dia de chuva em Vang Vien e fiquei no hostel descansando.
No dia seguinte, mais chuva. E eu estava planejando ficar de novo no hostel descansando, mas ai entram em cena meus dois novos amigos mexicanos, Hans e Rodrigo. Sem muita dificuldade, eles me convenceram a ir tubbing novamente. E la fomos nos. O Pong levou tinta e comecou a pintar todo mundo e um dia chuvoso e melancolico se transformou num dos dias mais divertidos da viagem.
A previsao do tempo era de chuva pros proximos cinco dias e foi uma surpresa muito agradavel acordar e ver o sol brilhando nos convidando para o tubbing novamente. Antes de irmos, prestamos respeito a uma das lendas do tubbing, Nils que estava seguindo viagem apos ficar "preso" em Vang Vien por mais de duas semanas. Eu nao conheci nenhum lugar com tanta gente empacada. Todo mundo vai pra ficar dois dias e acaba ficando pelo menos dez. Curiosamente, nesse dia reencontrei Pedro e Thiago, dois brasileiros que eu tinha conhecido em Bangkok. Mais um dia incrivel, mas no final do dia, mais um momento nada agradavel: Pong, o dono do hostel, estava de mudanca pra tomar conta de outro hostel da rede o Spicy Laos de Luang Prabang. Ele promoveu um jantar gratuito pra todos os hospedes com tanta comida que, depois quando ele foi falar um pouco sobre a historia do Laos, quase todos os presentes inclusive o que vos fala caiu no sono. Saimos todos juntos pra nos depedir do Pong e reencontrei mais um monte de gente que eu conheci em Koh Pangang.
Todo dia eu reencontrava um monte de gente que conheci fazendo o circuito do sudeste asiatico, mas quem eu estava esperando mesmo so chegou no dia seguinte. Phil e Francesca, meu casal de amigos britanicos, chegou a noite depois de mais um dia de tubbing sensacional. Eles enrolaram um pouco no Vietnam e chegaram um pouco atrasados em Vang Vien, mas faz parte.
No entanto, eles acabaram chegando a tempo para uma das grandes celebracoes "locais" e quando eu uso aspas no locais e porque estou falando do Australia Day. Dada a proximidade com o Laos, muitos australianos aproveitam o Australia Day para ir a Vang Vien celebrar fazendo tubbing. Uma invasao australiana por toda a cidade nos fez esquecer por um momento que estavamos no Laos. Nosso hostel tambem foi invadido por australianos e tivemos mais um dia fantastico. Tive a oportunidade de conhecer David e Alan, dois medicos recem formados australianos de idade similar a minha que tambem se apaixonaram pelo tubbing. Frida, uma sueca que estava vivendo a quase dois anos na Australia. Um grupo de australianos que estava comecando a faculdade e estava viajando junto pelo sudeste asiatico. Anna, outra sueca louca pela Australia que estava de mudanca pra comecar um mestrado em Sydney.
Como ja estavamos la fazia algum tempo, eu e meus amigos mexicanos comecamos a inventar algumas acrobacias no trapezio e a tornar o tubbing cada vez mais divertido. Mas com o passar do tempo, alguns sinais de que esta na hora de ir comecam a surgir, quando por exemplo eu andava na rua e parava pra falar com um monte de gente que tambem estava la fazia um tempao e por mais que eu quisesse ficar la por muito mais tempo, ficou claro que era hora de seguir.
Acordei, me despedi de todos os meus novos amigos e em especial do Phil e da Fran e peguei o onibus para Luang Prabang, deixando pra tras mais um lugar que vai deixar muita saudade e para o qual espero poder voltar o quanto antes.
E segui para Luang Prabang. A viagem e curta, mas leva mais de cinco horas porque atravessa as montanhas do Laos. Um visual indescritivel que nenhuma foto e capaz de reproduzir e que eu recomendo.
Por conta da otima experiencia no Spicy Laos de Vang Vien escolhi ficar na outra unidade da mesma rede em Luang Prabang e entendi porque o Pong teve que ir pra la pra fazer a coisa funcionar. Esperei por duas horas ate o recepcionista aparecer pra ele me dizer que confundiu as reservas e nao tinha vaga pra mim. As diferentes culturas com que venho tendo contato estao me forcando dia apos dia a ser mais tolerante e paciente, mas se tem uma coisa que eu nao suporto de tudo que eu vi da Asia ate agora e como eles mantem o sorriso depois de fazerem cagada. Perdi totalmente a paciencia e acabou que me arrumaram um lugar pra ficar e nem cobraram. Reencontrei meus amigo mexicanos que seguiriam viagem no dia seguinte para me despedir e fomos ao boliche que era a unica coisa aberta na cidade apos a meia noite.
Voltei cedo para fazer o passeio para conhecer uma cachoeira das redondezas. A cachoeira era realmente muito bonita e o dia foi muito agradavel. Depois de Vang Vien, vai ser dificil curtir cachoeira e rio como antes. Fui na estacao de onibus tentar comprar meu bilhete para seguir pra China no dia seguinte e depois de duas horas de muita mimica e desenhos que faziam o exercicio de comprar uma passagem de onibus parecer Imagem e Acao, consegui descobrir que o onibus saia as sete da manha, mas nao consegui comprar o blihete. Acordei as 5:30 pra garantir que chegaria na hora e agora so me resta uma viagem de onibus de 24 horas para pisar pela primeira vez em solo chines.

* Nao consigo fazer upload de imagens aqui da China. Depois eu adiciono.